Nossos avós, nossos pais, tios... Todos aqueles que viveram em outra geração e nos dão continuamente exemplos de como a sociedade mudou e o quanto isto reflete na nossa rotina, nas nossas decisões, na nossa educação e na de nossos filhos, devem ficar pasmos cada vez que ligam a TV ou conversam com alguém.
Morar junto sem casar, dormir na casa do namorado, viajar com amigos 'homens', ser mãe solteira, ir morar fora do país, entre outros, são engolidas por esta outra geração por falta de opção. Mas tenho certeza que no fundo, para muitos deles, é algo inaceitável. Pela criação que tiveram, pelos valores que carregam, pela referência que vivenciaram hoje eles simplesmente não tem alternativa senão acompanhar a realidade. O mundo mudou e a nossa realidade é outra.
É que nem a história do celular. Para nós ele passou a ser um acessório indispensável. Quando escutamos de alguém que ele não tem (e isso é raro, muito raro), pensamos: - Não tem celular??? - Sendo que, há uns 12 anos atrás vivíamos sem este aparelho normalmente.
As informações entram como Osmose. Sem que você pense se quer ou não, elas são absorvidas por você automaticamente e passam a fazer parte da sua vida naturalmente. E esta é a referência que temos, o mundo que estamos, a sociedade que convivemos e a realidade que dividimos.
Ultimamente tenho vivenciado inúmeras formas de evolução até no pós-divórcio. As novas formas de convivência entre as partes é de se tirar o chapéu. Pelo menos para mim. Tenho a cabeça super aberta para tudo. Sou amiga de todos os meus ex-namorados e falo com quase todos. Me considero super atual mas tem coisas que realmente considero o ápice da modernidade. E admiro.
Passar Natal e Ano Novo em família é natural. Mas e quando a 'família' é composta pela atual mulher com a ex-mulher junto com marido novo e ex-marido, irmãos, meio-irmãos, todos juntos. Não é o máximo da modernidade? Em festas de aniversário todo mundo junto, ex, atual, estarem como amigos, juntos comemorando o aniversário do filho da atual mulher do seu ex-marido?? Meu ciúme não permitiria. rsrsrsrsrs
Quando crescemos sem a necessidade de 'algo' ou crescemos aprendendo que 'algo' faz parte da nossa vida, vemos aquilo como sendo o certo.
O hábito é criado a partir da nossa necessidade, sem dúvida, mas a educação continua sendo a nossa referência-base.
E taí um monte de exemplo mostrando o quanto o mundo é mutante e o quanto estamos inseridos nele, acompanhando suas tendências e interagindo com suas mudanças.


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